Sutherlandia frutescens é uma planta medicinal utilizada há centenas de anos na África do Sul para tratar várias doenças, nomeadamente problemas hepáticos e determinados cancros. Os Boximanes San conhecem-na pelo nome de "pethora" ou "aquela que altera o desenvolvimento da doença"; os Sothola pelo nome de "motlepelo", "aquela que traz o coração de volta à vida". O colonos holandeses empregavam-na como adaptogene e apelidaram-na "o arbusto para o cancro".
¤ Verdadeiro tónico, ajuda o organismo a mobilizar os seus recursos contra a doença. A medicina tradicional local trata com Sutherlandia frutescens doentes com cancro ou contaminados por VIH e ajuda-os a recuperar o apetite e a ganhar peso. O biólogo sul-africano Nigel Gericke - que usa há 6 anos Sutherlandia frutescens para tratar doentes com SIDA - afirmou num programa no canal Arte, que em três meses consegue fazer com que os seus pacientes ganhem 5 a 6 quilos de peso. Geralmente, a planta aumenta os níveis de energia e a capacidade de praticar exercício dos pacientes reforçando a sua sensação de bem-estar e melhorando assim a sua qualidade de vida geral.
Foram recentemente publicados estudos preliminares que sugerem que Sutherlandia frutescens poderia ter efeitos anticancerosos em determinados tipos de cancro, bem como propriedades imuno-estimulantes. Tais estudos demonstraram igualmente:
- que a L-canavanina, o D-pinitol e o GABA são os principais princípios activos identificados na planta. Várias patentes registadas nos Estados Unidos reivindicam o interesse da L-canavanina no tratamento de várias doenças, bem como as suas propriedades anticancerosas e antivirais. O D-pinitol parece ter propriedades anti-inflamatórias e revelou-se eficaz em modelos de edema agudo no rato e no tratamento de pacientes com cancro ou infectados com VIH. Possui igualmente propriedades hipoglicemiantes susceptíveis de se revelarem de interesse no tratamento da diabetes;
- um estudo de inocuidade realizado em macacos Vervet permitiu ao Ministro da Saúde da África do Sul declarar que o extracto de Sutherlandia frutescens na tem qualquer toxicidade. Este estudo teve uma duração de três meses, utilizou doses 3 vezes superiores às actualmente tomadas e controlou mais de 50 parâmetros de química sanguínea, de hematologia, fisiológicos e comportamentais.
- estudos experimentais realizados com animais indicam que a Sutherlandia frutescens possui efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e hipoglicemiantes;
- trabalhos com culturas celulares indicam um efeito anti-proliferante em várias linhagens celulares tumorais humanas, uma actividade antibacteriana e antioxidante, bem como uma acção inibitória no VIH. A Sutherlandia frutescens poderia igualmente exercer um efeito nos medicamentos anti-retrovirais, que deve ser examinada.
Embora os mecanismos precisos de acção da Sutherlandia frutescens não sejam ainda bem claros, os estudos actualmente disponíveis mostram que ela tem capacidade para inibir a inflamação, suprimir as espécies de oxigénios reactivos e melhorar a hiperglicemia nos sistemas experimentais in vitro e in vivo.