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Sistema imunitário, Fadiga e Infecções Conversas

COVID-19, confinamento - entrevista com a naturopata Lisa Salis

A SuperSmart entrevistou Lisa Salis, perita em naturopatia e nutrição. Numa entrevista por vídeo, a terapeuta diplomada dá-lhe os seus conselhos para enfrentar bem este período e simplesmente para viver melhor.
A naturopata Lisa Salis confinada na sala de sua casa
A naturopata Lisa Salis falou-nos sobre imunidade, confinamento e qualidade de vida.
Rédaction Supersmart.
2020-04-28Comentários (0)

Ative as legendas ou leia a transcrição escrita sob o vídeo

SUPERSMART: Há vários meses que todos os olhares estão focados no coronavírus e na COVID-19. Para complementar os indispensáveis gestos “barreira” (distanciamento social, lavagem das mãos...), o que aconselha aos nossos leitores para evitar toda e qualquer contaminação?

LISA SALIS: O uso de máscara é a melhor forma de prevenção. Tenho a sorte de ter comprado uma máscara muito boa, pois passei 3 meses na Indonésia e lá o nível de poluição é terrível, por isso uso máscara quando saio para fazer compras. Se necessário, há inúmeros tutoriais que mostram como fabricar uma máscara “caseira”.

Depois, a melhor das barreiras consiste em limitar ao máximo as deslocações e respeitar o confinamento. Por isso, é preciso organizar-se um pouco para ir às compras. Consumir em primeiro lugar os alimentos mais frágeis e guardar os restantes e os produtos congelados para as semanas seguintes.

Pode falar-nos um pouco sobre a noção de “imunidade”?

L.S.: O sistema imunitário é constituído por células, tecidos, mucosas e órgãos que nos permitem defendermo-nos contra todos os elementos patogénicos: vírus, bactérias, proliferação fúngica e – de forma geral – de qualquer elemento que possa induzir uma resposta imunitária.

Temos dois tipos de respostas imunitárias:

Em primeiro lugar, uma resposta imunitária inata: intervém nas primeiras horas e dias a seguir a uma infeção. Esta imunidade inata tem como objetivo bloquear o elemento patogénico e a respetiva proliferação, graças à pele, às mucosas, aos cílios, aos fâneros e ao muco, nomeadamente. Este é rico em substâncias antimicrobianas, que necessitam de vitamina D para serem eficazes; daí a importância da exposição ao sol e da toma de suplementos durante o inverno. Quando esta imunidade inata está em ação, constata-se uma inflamação. A zona local fica vermelha e inflamada (como o nosso nariz nos primeiros dias de uma constipação) e podemos ter febre.

Depois, temos uma resposta imunitária adquirida: esta torna-se cada vez mais forte conforme as experiências. Ao serem confrontados uma primeira vez com elementos patogénicos, os linfócitos alojados nos nossos gânglios linfáticos desenvolvem uma memória que lhes permite responder mais rapidamente nas vezes seguintes.

Por fim, acrescentaria que a imunidade nos fala também da noção de identidade, dado que nos permite estabelecer a diferença entre o “eu” e o “não-eu”.

Empenhamo-nos também, com os nossos suplementos alimentares e artigos de blog, a ajudar as pessoas que nos seguem a reforçar o respetivo sistema imunitário. Quais são, na sua opinião, as boas normas a seguir para o conseguir?

L.S.: Para que estas duas respostas imunitárias funcionem na perfeição, são essenciais hormonas e nutrientes:

Quanto às hormonas, refiro-me nomeadamente às segregadas pela tiróide (T4/T3) e à DHEA, segregada pelas glândulas suprarrenais. O nível desta última tem tendência para baixar com o avançar da idade, razão pela qual a nossa imunidade pode também ficar mais fraca ao envelhecer. Para garantir um bom estado hormonal, a gestão do stress e um sono reparador são extremamente importantes.

Depois, são essenciais os nutrientes como as vitaminas A, B, C, D, E, o zinco, o iodo, o ferro, o magnésio, o selénio... Para a criação de hormonas, é importante um aporte suficiente de aminoácidos e de ácidos gordos; estou a pensar, nomeadamente, na tirosina para o equilíbrio da tiróide e no colesterol, sem o qual o fabrico de hormonas seria impossível. Em todos os casos, é preciso reter que a sinergia nutricional tem um impacto muito mais positivo do que uma molécula tomada de forma isolada, por mais eficaz que esta seja.

Por fim, e já não é segredo para ninguém, a qualidade da nossa imunidade depende em grande parte da qualidade do nosso ecossistema intestinal, ou seja, da mucosa intestinal e do equilíbrio do microbiota.

Para cuidar dele é importante ter uma nutrição virada para saúde e anti-inflamatória e mastigar bem! Se tivéssemos de reter apenas 3 pilares essenciais, diria que o foco deve ser colocado em alimentos 100% naturais, em aportes de antioxidantes (frutos vermelhos, bagas, curcuma, bagas de goji, chaga, alimentos muito coloridos, regra geral) e de ómegas 3 (sementes de linhaça, sementes de cânhamo para obter os ALA e pequenos peixes gordos para obter os EPA/DHA).

Em suma, reforçar a sua imunidade passa por:

Que preconiza em matéria de alimentação?

L.S.: Em primeiro lugar, é preciso limitar o consumo de açúcar, de sal e de cereais refinados, pois os produtos refinados são desmineralizados e originam muitas fugas de cálcio e de magnésio, nomeadamente. Ora, estes minerais são essenciais para a saúde do sistema imunitário e para a produção de energia (ATP).

De seguida, as defesas imunitárias são até 75% menos eficazes se o índice de açúcar no sangue for elevado.

Por isso, fora com o açúcar branco e adicionado, com o pão branco, o pão de forma, os produtos açucarados, as massas e arroz branco e, sobretudo, fora com os produtos ultraprocessados. Devem ser substituídos por cereais integrais ou pseudo-cereais como: a quinoa (de produção local para ser mais ecológica), o trigo-mourisco, a espelta, a aveia, a cevada, o arroz integral e as massas integrais, mas biológicos para evitar os pesticidas que se acumulam nas suas cascas.

Por último, sugiro encher 50% do seu prato com legumes crus e/ou cozidos a vapor a temperatura baixa para conseguir o máximo de vitaminas. As algas secas e o gérmen de trigo são também bons complementos para os seus aportes em nutrientes.

Eis alguns alimentos chave para lhe facilitar a tarefa de obter todos os nutrientes essenciais:

Existem substâncias naturais imunoestimulantes que recomendaria em particular?

L.S.: Sim, de facto existem substâncias naturais que reforçam a imunidade.

Por exemplo:

Tem conselhos específicos relativos ao confinamento?

L.S.: O confinamento é a altura ideal para se recentrar no essencial. Penso que é a altura de pensar em tudo o que podemos fazer para melhorar a nossa vida e o respetivo impacto ecológico.

Relativamente à vida, podemos fazer o balanço do que gostamos e de todas as atividades que nos animam, de forma a planeá-las com mais frequência no futuro. Aquilo que nos alimenta não é só o que está no prato. As nossas relações, as nossas paixões, os nossos passatempos, a nossa orientação profissional, o nosso desabrochar espiritual são elementos que nos alimentam tanto como os alimentos que ingerimos. Convido sempre quem me consulta a fazer este trabalho para se orientar no sentido de uma vida que lhe corresponda mais e que lhe dê mais alegria no quotidiano.

Depois, de nada serve ser feliz num mundo que está a morrer. Por isso, está na altura de dedicar algum tempo a enumerar tudo o que podemos pôr em prática para adotar um modo de vida que respeite mais o nosso ambiente. Para ir mais longe, escrevi um artigo completo sobre o desafio ecológico.

Também neste caso, que plantas ou nutrientes indicaria aos nossos leitores confinados para os ajudar a ficar em forma, a combater o stress ou outro desafio?

L.S.: Para equilibrar as suprarrenais e apoiar o organismo face aos efeitos do stress, aconselho em particular o ashwagandha, uma excelente planta adaptogénica que apoia o sistema nervoso e melhora a nossa resposta ao stress. Deve ser também associada ao magnésio, pois quem fala de carência em magnésio fala em sensibilidade acrescida ao stress.

O óleo essencial de ravintsara (Cinnamomum camphora L.) é extremamente potente para reforçar a imunidade, e muito bem tolerado. As pessoas que devem evitá-lo são os asmáticos, os epiléticos, as grávidas de menos de 3 meses e os bebés com menos de 3 meses. Além destas contra-indicações, aconselho misturar 3 g com 3 g de óleo vegetal à sua escolha e massajar o tórax 3x/dia.

Este óleo essencial é também interessante pois tem a energia do metal na medicina chinesa. Este elemento está associado à energia do intestino grosso e dos pulmões. Atua especificamente na noção de imunidade ajudando o corpo a cortar. Esta imagem do metal que corta revela-nos os seus efeitos na capacidade de impor os seus limites no ambiente; quer se trate do âmbito dos relacionamentos, que face a elementos patogénicos.

(Antes de utilizar o óleo essencial, aplique uma gota na dobra do cotovelo e verifique que não surge vermelhidão nas horas seguintes.)

Além deste período específico, quais são os problemas ou as carências que encontra com mais frequência nas pessoas que a vêm consultar?

L.S.: As carências em ferro, zinco, vitamina D, magnésio e iodo são comuns. E, contudo, sem estas substâncias, a imunidade fica fora de serviço!

Dito isto, atenção pois muitos suplementos contêm ferro. Ora, tomar ferro sem termos carência dele contribui para a oxidação.

Qualquer toma de suplemento de ferro deve ser SEMPRE precedida de análises ao sangue para confirmar se existe um défice ou uma anemia.

Em que sinais é que um naturopata se baseia para identificar as causas dos desequilíbrios que podem afetar uma pessoa?

L.S.: O naturopata faz um balanço de vitalidade. Na sequências de várias observações e de um longo questionário, consegue avaliar o terreno da pessoa que o consulta. Este terreno depende da sua constituição física (ou do seu perfil), mas também dos seus hábitos de vida e daquilo que designamos a toxemia (carga potencial em tóxicos e toxinas).

O terreno do consultante, os seus sintomas, os seus antecedentes e as suas análises ao sangue recentes permitem aos naturopatas compreender melhor a causa potencial das suas maleitas.

Dito isto, embora a causa dos problemas interesse mais ao naturopata do que os sintomas, o principal objetivo do seu acompanhamento é atuar preventivamente e não para recuperar a saúde, mas sim para a PRESERVAR.

E qual é a substância ou as substâncias naturais que aconselha com mais frequência?

L.S.: Recomendo sistematicamente a vitamina D entre outubro e março, em todas as idades, para as pessoas que vivem nas nossas latitudes ou mais a norte ainda.

Recomendo muito frequentemente magnésio e, nas mulheres, associado a óleo de ónagra. Não é sistemático, mas muitas mulheres têm carências de magnésio e de GLA, o que propicia os problemas pré-menstruais.

Depois, gosto muito do ashwagandha que, para mim, é A planta que apoia os nossos ritmos de vida completamente loucos.

Por outro lado, aconteceu-lhe sugerir soluções mais surpreendentes, para problemas mais específicos, talvez?

L.S.: Para a diabetes de tipo 2 sim. Aconselho uma dieta rigorosa, que visa melhorar o estado que designo “a gastro celular”.

Esta patologia é a manifestação de um excesso de açúcar. As células têm de fazer face a aportes excessivos de glucose e todas as células ficam a abarrotar.

O corpo é de uma inteligência infinita e, para interromper a assimilação do açúcar, a célula torna-se resistente à insulina, e esta deixa de ser produzida pois, como sabemos, a nutrição celular e a assimilação da glucose fazem-se na presença de insulina.

Como é que a diabetes de tipo 2 é tratada atualmente? Injeta-se insulina para forçar a célula a absorver este açúcar em quantidades enormes. É um contra-senso absoluto. Já para não falar dos 3 iogurtes por dia recomendados aos diabéticos, quando este é o primeiro alimento que devem deixar de consumir devido ao seu índice insulínico que bate todos os recordes… Portanto, relativamente às recomendações atuais, a forma como faço o acompanhamento da diabetes de tipo 2 é bastante surpreendente!

No caso do hipotiroidismo, dou sempre um antiviral pois tenho bons resultados com a pista viral apresentada pelo Dr. Donatini. Não resolve tudo, mas penso que subestimamos ainda as causas virais EBV, HPV 1 e 2 ou do CMV por exemplo. É por isso que a quercetina e a unha-de-gato são suplementos que aconselho com frequência.

Por último, descobri recentemente os trabalhos e a opinião do Dr. Nawrocki, nomeadamente sobre a COVID-19. Ele indica a forma como este vírus ARN ataca o ADN humano e como inibir a sua ação. Numa primeira abordagem, extratos de Pau Pereira parecem ser muito eficazes para inibir a transcriptase inversa. A regulação do ferro é também muito importante. Mas convido a analisar o seu trabalho para ficar saber mais.

Tem um ou vários conselhos finais que gostasse de indicar aos nossos leitores para os ajudar a melhorar a sua qualidade de vida?

L.S.: Peço-vos…não esperem até estar em sofrimento para cuidarem da vossa saúde! Vi demasiadas pessoas dizer-me que não sabem por onde começar em virtude de todos os sintomas que acumulam. Ora, mudar de hábitos numa urgência é ainda mais difícil.

É muito mais simples atuar preventivamente! Aprender a conhecer o seu corpo, a identificar a alimentação que é realmente benéfica para ele e alguns suplementos que o ajudam no quotidiano são coisas muito simples, mas cujos impactos são enormes para manter uma boa saúde!

E onde podemos encontrá-la para uma consulta ou para beneficiar de mais conselhos seus?

L.S.: Atualmente apenas estou a seguir os meus pacientes antigos, pois a minha agenda está bastante cheia. Foco o meu trabalho na prevenção saúde através da HYGIE, a minha Académie de la Santé Préventive 100% online, que é aberta a todos.(apenas em Francês)

Continuo a publicar episódios no meu podcast AU MIEUX DE TA FORME, os meus artigos em o meu site e nas minhas redes sociais (apenas em Francês). Animo também uma edição LIVE todas as segundas-feiras às 19h no Instagram (@lisasalislife) para responder às perguntas das pessoas que me seguem nessa rede social.

Obrigado pela sua entrevista!

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