É possível que a menopausa não se limite aos afrontamentos e à retenção de líquidos. Poderia também influenciar a microbiota intestinal e o conforto digestivo. Um estudo recente tenta desvendar esta ligação pouco conhecida.
A menopausa - uma etapa natural que ocorre geralmente entre os 45 e os 55 anos de idade - corresponde à cessação definitiva da menstruação, na sequência da diminuição da síntese das hormonas ováricas (estrogénios e progesterona) (1). Esta transição fisiológica é acompanhada por um certo número de alterações no organismo.
Entre os efeitos da menopausa no corpo, os afrontamentos, as alterações de humor e as perturbações do sono são bem conhecidos. No entanto, o impacto que poderia ter no sistema digestivo é ainda desconhecido para muitas pessoas. Parece que as variações hormonais observadas durante este período podem afetar a motilidade intestinal e o equilíbrio do microbiota, ao ponto de provocar em algumas mulheres um desconforto digestivo afetando a sua qualidade de vida.
Uma publicação científica recente, publicada na revista Nature em maio de 2025, analisou os efeitos da menopausa na saúde gastrointestinal e hepática (2). Para o efeito, os autores compilaram os dados disponíveis sobre os sintomas digestivos, as alterações do microbiota intestinal, a qualidade de vida e o impacto da terapia de reposição hormonal. Avaliaram igualmente determinados problemas ósseos associados à menopausa e a determinadas patologias digestivas.
Os investigadores constataram alterações do funcionamento gastrointestinal na altura da menopausa e, mais especificamente, da motilidade intestinal, ou seja, do conjunto dos movimentos dos músculos intestinais que asseguram a passagem dos alimentos através do tubo digestivo. Estas alterações estão muito provavelmente ligadas à presença de receptores de estrogénios e de progesterona em todo o tubo digestivo. Para algumas mulheres, isto pode implicar um agravamento dos sintomas digestivos existentes e ter um impacto negativo na sua qualidade de vida.
Esta publicação destaca igualmente uma possível alteração da composição do microbiota intestinal nas mulheres na menopausa ou na peri-menopausa, que pode ocorrer ao longo do tempo em resultado das flutuações hormonais, em particular do estrogénio (3). Embora os dados sejam ainda muito incompletos, esta área de investigação parece ser importante, uma vez que sabemos atualmente que o microbiota interage com o ecossistema intestinal, com o metabolismo e, possívelmente, com certas perturbações digestivas.
O estudo salienta também o facto de certas doenças gastrointestinais e hepáticas serem mais frequentes nos períodos peri e pós-menopausa. Em mulheres já afetadas antes deste período, o seus sintomas podem também agravar-se.
A publicação aborda igualmente a terapia de reposição hormonal (TRH), prescrita para aliviar os sintomas da menopausa, como um fator suscetível de influenciar a saúde e o bem-estar gastrointestinais. Até à data, ciência tem produzido resultados contraditórios. Por exemplo, uma análise de uma base de dados mundial sugere uma associação entre a terapia de reposição hormonal e um esvaziamento gástrico mais lento (4). Por outro lado, um outro estudo concluiu que as mulheres pós-menopáusicas com doença inflamatória crónica do intestino sofreram uma redução dos sintomas com a TRH (5). No mínimo, este é um fator a ter em conta quando se considera o conforto intestinal das mulheres durante a transição para a menopausa.
Adicionalmente, este estudo recorda que as mulheres na menopausa estão naturalmente expostas a um risco acrescido de remodelação óssea e de osteoporose. No entanto, certas doenças do aparelho digestivo ou certos tratamentos utilizados em gastroenterologia poderiam aumentar este risco (6). Mais uma vez, este é um ponto chave a ter em conta na gestão correta dos problemas digestivos durante a menopausa.
É essencial recordar que ainda existe uma grande falta de dados , e portanto, é necessária mais investigação. Os efeitos da menopausa sobre a saúde digestiva não têm sido ainda suficientemente analisados para que se possam tirar conclusões definitivas.
A publicação científica revela a importância de ter mais em conta a saúde gastrointestinal durante o acompanhamento da menopausa. Os principais mecanismos de ação conhecidos são, obviamente, uma alimentação variada, com um aporte de fibras adaptado à tolerância individual, uma atividade física regular e um sono de qualidade (7-8). Se os sintomas digestivos se tornarem incómodos e persistentes, é importante contactar um médico ou um gastroenterologista para um tratamento completo e personalizado.
Alguns suplementos alimentares podem igualmente fazer parte de uma abordagem de apoio nutricional mais geral. É de salientar que estes suplementos não se destinam de forma alguma a "tratar" perturbações digestivas ou hormonais, nem a substituir o aconselhamento médico.
Dado o impacto presumido da menopausa na flora intestinal, pode valer a pena tomar probióticos para ajudar a manter o seu equilíbrio (9-10).
Com as suas 20 estirpes sinérgicas, Full Spectrum Probiotic fornece uma vasta gama de microrganismos para manter uma flora intestinal saudável e equilibrada.
Probio Forte, pelo contrário, associa 5 das estirpes mais estudadas para o desconforto intestinal: Bifidobacterium lactis, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei, etc.
Algumas fórmulas dedicadas às mulheres na menopausa oferecem um apoio ainda mais completo (11).
É o caso de Menopause Support, uma fórmula sem hormonas de síntese e sem soja, rica em cimifuga, que contribui para uma menopausa mais calma e mais confortável, aliviando os seus diferentes sintomas associados.
Em caso de necessidade, alguns suplementos dedicados à manutenção do capital ósseo podem também ser considerados (12-13).
Super Bone Formula reúne os melhores compostos para a saúde dos ossos: cálcio, zinco, magnésio, vitaminas D3 e K2...
A vitamina D, no prático Vitamin D3 2000 UI Spray, para pulverizar diretamente sob a língua, contribui para a manutenção de ossos normais, permitindo uma boa assimilação do cálcio.
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