A dermatite atópica, ou eczema atópico, é uma doença de pele muito incomodativa no quotidiano. De onde vem esta inflamação cutânea e quais são as melhores formas de a aliviar e de livrar dela?
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crónica da pele.
Caracteriza-se por secura cutânea, associada a diversas lesões eczematosas (como vermelhidões ou pruridos).
Um eczema atópico dá geralmente origem:
Estes sintomas variados surgem e evoluem em surtos sucessivos.
Além disso, as pequenas vesículas existentes nas placas acabam por se partir, provocando uma ressudação, a formação de crostas e a descamação da pele, ou seja, a queda de fragmentos de epiderme.
O coçar regular e repetido das lesões, que origina múltiplas arranhadelas pequenas, pode também conduzir a uma liquenificação, ou seja um espessamento anormal da pele.
Por outro lado, a sensação de desconforto inerente a esta dermatose (nome genérico que designa todas as doenças da pele) pode:
Debrucemo-nos agora sobre o que explica o seu surgimento.
A dermatite atópica deriva, antes de tudo, de uma anomalia genética da barreira cutânea.
Esta anomalia está na origem de uma secura excessiva da pele: défice em filagrina, degradação dos lípidos... A mutação genética que seria a primeira responsável por esta modificação situar-se-ia no cromossoma 1q21 (1).
Esta doença, além disso, surge nas pessoas hipersensíveis aos alergénios, como certos alimentos, pólens, pelos de animais, etc.
É por esta razão que é qualificada como “atópica”; a atopia designa uma predisposição ao desenvolvimento de alergias múltiplas.
Ora, a alteração da pele facilita o acesso destes alergénios à epiderme...
… o que estimula o sistema imunitário e o impulsiona a reagir de forma exagerada para se defender produzindo uma quantidade excessiva de imunoglobulinas E (IgE), o que explica o surgimento do eczema e respetivas vermelhidões e comichões.
A dermatite atópica é igualmente propiciada por determinados fatores ambientais, como:
Os bebés (a partir dos 3 meses) e as crianças são os mais afetados por esta doença da pele. Em Portugal, estima-se que 10 a 15% dos lactentes são afetados. Fala-se por vezes de “dermite do lactente”.
A boa notícia: em 3 em cada 4 casos, a dermatite atópica acaba por se atenuar e desaparecer durante a adolescência (2).
Esta dermatose pode, contudo, persistir ou mesmo surgir na adolescência ou na idade adulta.
Estima-se que 10% dos adultos sofrem desta doença (3).
Muito corrente, a dermatite atópica está em aumento constante na população das sociedades industrializadas desde 1960.
Considera-se que este aumento está ligado aos fatores citados anteriormente (higiene demasiado agressiva, poluição, stress...)
Não. Embora seja hereditária, não é uma doença contagiosa.
As lesões provocadas pela dermatite atópica podem constituir uma porta de entrada para o estafilococo áureo ou para o vírus do herpes.
Algumas dermatites podem também estar associadas a atrasos de crescimento ou a problemas oculares, como o descolamento da retina.
Toda e qualquer inflamação da pele implica uma consulta num dermatologista.
Este poderá indicar-lhe se se trata de uma dermatite atópica (ou de outra inflamação cutânea) e prescrever-lhe um tratamento adequado.
Esta doença de pele corresponde a critérios muito exatos.
Para concluir que um paciente apresenta esta anomalia, o dermatologista deverá:
Por outro lado, esta inflamação da pele não deverá ser confundida com a dermatite seborreica nem com o eczema de contacto.
Se o lactente ou a criança responder mal ao tratamento e em caso de doença atópica complementar (rinite, alergia alimentar...), poderá considerar-se proceder a uma avaliação alergológica.
Para prevenir esta doença, convém geralmente:
Para travar e aliviar as lesões em caso de surto, o seu dermatologista ou médico de família pode prescrever-lhe:
Os ácidos gordos essenciais, como os ómega 3, são reconhecidos cientificamente pela respetiva capacidade de reduzir as reações anti-inflamatórias. De facto, impedem que o organismo fabrique uma quantidade demasiado elevada de interleucinas 1 e 6 – citocinas pró-inflamatórias.
Um estudo realizado na Universidade de Berlim mostrou que o aporte de ómega 3 tinha o efeito de aliviar as pessoas afetadas por eczema (4) e de forma totalmente natural.
Assimilará estes ácidos gordos essenciais consumindo:
Atenção! Os ómega 3 não estão presentes em quantidades suficientes nos alimentos comuns. Por outro lado, ingerir demasiado peixe pode ter repercussões nocivas na sua saúde (teor elevado de mercúrio, ligado à poluição).
Para ter a certeza de que beneficia de um aporte coerente em ómega 3, a solução mais eficaz é, por conseguinte, fazer uma cura com um complemento alimentar, como o Artic Plankton Oil. Esta fórmula concentra EPA, DHA e SDA com origem no zooplâncton, ácidos gordos da família dos ómega 3, que se revelam muito eficazes para aliviar as inflamações.
O Super Omega 3, como o nome indica, é igualmente rico em ómega 3 e, por conseguinte, ajuda a aliviar de forma duradoura as inflamações crónicas.
Mas outros nutrientes podem igualmente ajudá-lo(a) a recuperar uma pele saudável:
Sabemo-lo:
Um desequilíbrio do microbiota intestinal pode provocar consequências em outras partes do organismo, como a pele, originando inflamações descontroladas (7).
É por esta razão que alguns probióticos – estas bactérias favoráveis ao bom funcionamento da nossa flora intestinal – se revelam uma grande ajuda para reforçar a nossa epiderme.
A presença de determinadas estirpes de probióticos propicia, de facto, a secreção de imunoglobulinas A, conhecidas por reforçar as barreiras e as mucosas. Um estudo americano mostrou que a toma de probióticos conduz a uma melhoria significativa das peles eczematosas (8).
Certos produtos à base de probióticos são mesmo especialmente concebidos para ter como alvo os problemas de pele (acne, eczema, vermelhidões... e dermatite atópica). É, por exemplo, o caso de Derma Relief, que associa quatro estirpes de probióticos diferentes: os Lactobacillus casei, os Lactobacillus rhamnosus, os Lactobacillus plantarum e os Bifidobacterium lactis.
Estes últimos são duplamente revestidos para chegarem vivos ao centro do intestino por forma a aí libertarem a totalidade dos seus princípios ativos, em sinergia com outras vitaminas (C e B2) selecionadas pela sua capacidade de cuidar e regenerar a pele.
Referências
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