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Geleia real, mel, pólen e flores

Qual é a diferença entre mel e geleia real?

Embora ambos sejam produtos da colmeia, o mel e a geleia real são muito diferentes, tanto na sua utilização como na sua composição. Como são criados pelas abelhas? Quais são os seus benefícios para a saúde?

Origem e virtudes do mel

Se a humanidade sempre cuidou das abelhas, é porque os seres humanos sempre souberam utilizar com proveito os vários tesouros da colmeia.

Em primeiro lugar, citemos o mel, esta substância açucarada, gelatinosa, regra geral de cor âmbar. Fabricado pelas abelhas obreiras a partir do néctar das flores e do melaço produzido pelos pulgões, o mel é composto por 79,5% de hidratos de carbono e 17% de água, mas também por inúmeros oligoelementos. Constitui o alimento principal das abelhas.

Na Antiguidade, os egípcios consideravam este alimento nutritivo como uma oferenda aos seus deuses e utilizavam-no para fabricar hidromel, para adoçar os seus pratos e também para se curar de várias maleitas (1-2). O filósofo grego Hipócrates, pai da medicina ocidental, considerava o mel como um remédio; o médico e botanista Dioscórides descreveu as suas utilizações tanto médicas como dietéticas. Inúmeras pessoas apreciam, nomeadamente, colocar uma colher de mel na sua infusão para limpar a garganta.

Mas há um produto da colmeia com propriedades fabulosas que só em meados do século XX, com os trabalhos do biólogo de Belfefer, passou a ser alvo de um entusiasmo considerável: a geleia real (3).

A geleia real – o alimento excecional da abelha-mestra

Segregada pelas glândulas hipofaringeanas das obreiras, a geleia real é uma substância amarga, de cor amarela clara e âmbar, elaborada para alimentar todas as larvas durante o seu crescimento e, sobretudo, para alimentar a abelha-mestra.

Esta é alimentada exclusivamente com esta geleia bem designada, ao longo de toda a sua vida (daí o termo “geleia real”). Este alimento está na origem do crescimento considerável, da longevidade e da robustez da abelha-mestra da colmeia (4).

A geleia real é composta por:

  • entre 50% e 65% de água, entre 13% e 18% de proteínas;
  • 15% de glúcidos (principalmente frutose e glicose);
  • aminoácidos essenciais (valina, lisina, treonina, leucina, isoleucina, triptofano, fenilalanina, metionina);
  • minerais e oligoelementos (cálcio, sílica, magnésio, enxofre, potássio, fósforo, cobre, ferro, em particular);
  • vitaminas (B1, B2, B3, B5 e B9) ;
  • acetilcolina (um neurotransmissor envolvido no funcionamento do sistema nervoso central);
  • entre 3% a 5% de lípidos (5).

Mas, sobretudo, a geleia real contém três moléculas específicas que apenas se encontram nela:

  • o ácido 10-hidroxi-2-decenóico (10H2DA): um ácido gordo que estaria na origem da longevidade da abelha-mestra, que pode viver entre 5 a 6 anos, por oposição aos 60 dia, em média que vivem as obreiras (6);
  • a roialisina: um aminoácido com propriedades antimicrobianas que seria responsável pela robustez da abelha-mestra e pela sua resistência às agressões exteriores (7);
  • a roialactina, uma proteína que seria responsável pelo forte crescimento da abelha-mestra (8).

Fator de longevidade, fator de crescimento e fator antimicrobiano: eis os três principais tesouros da geleia real para a colmeia, que estimulam tanto a curiosidade dos investigadores há quase 70 anos.

A riqueza nutricional deste alimento, apelidado “o leite das abelhas”, é também doravante muito apreciada pelos humanos, nomeadamente em caso de fadiga, de stress ou de convalescença.

Como consumir a geleia real?

Rica e complexa, mas destinada a ser consumida de imediato pela abelha-mestra e pelas larvas na colmeia, a geleia real não é feita para ser conservada.

Por isso, deve ser protegida da luz do sol, do ar e do calor para conservar todas as suas propriedades. É por essa razão que a geleia real fresca deve ser conservada no frigorífico num recipiente opaco, desde a sua recolha até ao seu consumo.

De facto, um dos problemas mais frequentemente encontrados com a geleia real é o aparecimento de pequenas bolhas no boião de geleia fresca, que indicam o início de um processo de fermentação. Ora, apesar de apreciarmos o hidromel, a geleia real fermentada, por seu lado, é imprópria para consumo.

É precisamente para tornar o seu armazenamento, conservação e consumo mais práticos que certos fabricantes testaram com sucesso liofilizá-la. Dessa forma, pode ser acondicionada em cápsulas e conservada num armário, como qualquer outro suplemento alimentar ou especiaria (como é o caso do suplemento de geleia real Organic Royal jelly 4% 10-HDA, particularmente rico em 10-HDA).

Para cápsulas com doses de 100 mg de geleia real por cápsula, a posologia geralmente recomendada é de 2 cápsulas de manhã com o pequeno-almoço e depois, eventualmente, uma 3ª cápsula ao almoço.

Como complemento da sua cura de geleia real, convidamo-lo(a) a descobrir os benefícios da própolis, o outro grande tesouro nutricional da abelhas, fabricado por elas para proteger a colmeia das infeções. Em vez de optar pela própolis castanha clássica, eleja preferencialmente a própolis verde ou a própolis vermelha, mais raras e mais potentes.

Referências

  1. CILLIERS, Louise et RETIEF, François Petier. Bees, honey and health in antiquity. Akroterion, 2008, vol. 53, no 1, p. 7-19.
  2. FRADELOS, Evangelos. The therapeutic use of honey from Greek antiquity until today. Balkan Military Medical Review, 2013, vol. 16, no 4, p. 456-461.
  3. VIEL, Claude et DORÉ, Jean-Christophe. Histoire et emplois du miel, de l'hydromel et des produits de la ruche. Revue d'histoire de la pharmacie, 2003, vol. 91, no 337, p. 7-20.
  4. LECERF, Jean-Michel. Produits de la ruche. Phytothérapie, 2009, vol. 7, no 2, p. 73-74.
  5. BĂRNUŢIU, Lavinia Ioana, MĂRGHITAŞ, Liviu Al, DEZMIREAN, Daniel S., et al. Chemical composition and antimicrobial activity of Royal Jelly-REVIEW. Scientific Papers Animal Science and Biotechnologies, 2011, vol. 44, no 2, p. 67-72.
  6. SUGIYAMA, Tsuyoshi, TAKAHASHI, Keita, KUZUMAKI, Akihiro, et al. Inhibitory mechanism of 10-hydroxy-trans-2-decenoic acid (royal jelly acid) against lipopolysaccharide-and interf.-β-induced nitric oxide production. Inflammation, 2013, vol. 36, no 2, p. 372-378.
  7. FUJIWARA, Suguru, IMAI, Jiro, FUJIWARA, Mineko, et al. A potent antibacterial protein in royal jelly. Purification and determination of the primary structure of royalisin. Journal of biological chemistry, 1990, vol. 265, no 19, p. 11333-11337.
  8. KAMAKURA, Masaki. Royalactin induces queen differentiation in honeybees. Nature, 2011, vol. 473, no 7348, p. 478-483.

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