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Qual é o papel da ATP no organismo e como a potenciar?

A ATP está presente nas células de todos os seres vivos. Para que serve exatamente e como propiciar a produção de ATP?

Produção de ATP

A ATP – o carburante das nossas células

Durante o dia, o nosso organismo precisa de energia para cumprir inúmeras funções. Para tal, utiliza um nucleótido chamado adenosina trifosfato (ATP). Esta molécula serve, em certa medida, de carburante para a célula para alimentar todas as reações desta (1).

Durante a sua hidrólise, a ATP liberta um dos três iões fósforo que contém para se transformar em adenosina difosfato (ADP); ao fazê-lo, liberta energia utilizável, que fica à disposição da célula. Concretamente, a hidrólise da ATP produz entre 7 e 15 calorias.

A adenosina trifosfato – uma fonte de energia para tudo!

Se é principalmente no mundo do desporto que a ATP é conhecida e que se procura otimizar os vários metabolismos que permitem a sua síntese, é importante compreender que a adenosina trifosfato é, na verdade, indispensável para todas as funções do organismo.

Digestão, respiração, termorregulação, manutenção das concentrações sanguíneas, síntese das hormonas, funcionamento do cérebro, ação nos mecanismos enzimáticos, etc. – a ATP é verdadeiramente multifunções.

Contudo, o nosso corpo contém pouca ATP. É por esta razão que se dão continuamente inúmeras reações bioquímicas no nosso organismo para manter os níveis de ATP (2).

Os diferentes mecanismos de síntese da ATP

O metabolismo aeróbio

Em repouso ou no decorrer de esforços fracos a moderados, quando as necessidades de energia são baixas, o organismo apoia-se na oxidação dos glúcidos e dos lípidos nas mitocôndrias (as “fábricas de energia” das células) para reconstituir ATP; trata-se do metabolismo aeróbio da ATP (3).

Este pode ser considerado como um enorme reservatório de energia com um débito fraco. Por isso, é privilegiado para os esforços de resistência.

O metabolismo anaeróbio láctico

Quando os esforços se tornam moderados, as células utilizam a glicose para produzir ATP. Ao fazê-lo, como os débitos são superiores em virtude da intensidade do esforço, os iões piruvato e hidrogénio produzidos pela glicólise vão ser sujeitos a uma fermentação láctica. Esta conduz à produção de iões lactato (4).

O metabolismo anaeróbio aláctico

Por fim, durante esforços curtos mas muito intensos (corrida de velocidade, halterofilismo, etc.), é o metabolismo anaeróbio aláctico que é privilegiado para produzir ATP.

Este metabolismo apoia-se na fosforilcreatina como “matéria-prima” da reação. Ora, os stocks de fosforilcreatina no corpo são naturalmente muito baixos. É por isso que esta cadeia metabólica é privilegiada para esforços muito intensos, mas muito curtos; pode assemelhar-se a um reservatório muito pequeno com um débito enorme.

Um dos principais métodos naturais de potenciar a produção de ATP é, por conseguinte, praticar atividade física moderada. Os treinos de resistência (caminhada, marcha rápida, ciclismo de baixa intensidade, etc.) estimulam, de facto, o rendimento do metabolismo aeróbio e permitem assim reconstituir mais rapidamente e mais eficazmente a ATP nas células (5).

É igualmente importante manter uma alimentação saudável, equilibrada e suficiente para permitir ao organismo sintetizar a ATP.

Estes suplementos alimentares potenciam a produção ATP

Cápsulas de ATP

Em caso de fadiga, falta de concentração ou outra situação semelhante, é possível optar por cápsulas de ATP!

A adenosina trifosfato pode, de facto, ser produzida em laboratório, de forma totalmente saudável e utilizável pelo organismo. Em caso de necessidade, pode, portanto, optar por Peak ATP, uma fórmula patenteada de ATP.

A creatina

Se é verdade que a creatina é reconhecida por aumentar os desempenhos físicos durante séries sucessivas de exercícios de curta duração e de alta intensidade, mas também por melhorar o efeito do treino de resistência (musculação/fitness) na força muscular nos adultos com mais de 55 anos, é precisamente porque a creatina atua na ATP (6-7).

Na verdade, a creatina é uma prima dos aminoácidos, que participa no metabolismo energético das células e que encontramos principalmente nas células musculares e nas células do cérebro.

Ora, nas células, a creatina associa-se a um ião fósforo livre e depois, por ação de uma enzima –a creatina quinase – este ião fósforo associa-se numa segunda etapa a uma molécula de ADP, formando assim uma nova molécula de ATP.

Concretamente, portanto, a creatina permite renovar a ATP; o que explica a sua capacidade de aumentar os desempenhos físicos quando se realizam séries sucessivas intensas e curtas; durante as curtas fases de repouso, a ATP é reconstituída graças à creatina.

A creatina constitui assim também um excelente suplemento alimentar para dispor de mais “carburante” para a vida de todos os dias!

Outros suplementos alimentares bons para a ATP

Mencionemos igualmente os suplementos de D-Ribose, um dos principais constituintes da ATP (8). A L-carnitina, por seu lado, ajuda no transporte dos ácidos gordos de cadeia longa para as mitocôndrias com vista a gerar ATP (9). Por último, ao apoiar a capacidade tampão dos músculos e a eliminação dos protões, a água alcalinizada leva igualmente a um aumento da produção de ATP (10).

O CONSELHO SUPERSMART

Referências

  1. https://planet-vie.ens.fr/thematiques/cellules-et-molecules/les-roles-de-l-atp
  2. STOCK, Daniela, GIBBONS, Clyde, ARECHAGA, Ignacio, et al.The rotary mechanism of ATP synthase. Current opinion in structural biology, 2000, vol. 10, no 6, p. 672-679.
  3. DUDLEY, GARY A. et TERJUNG, RONALD L. Influence of aerobic metabolism on IMP accumulation in fast-twitch muscle. American Journal of Physiology-Cell Physiology, 1985, vol. 248, no 1, p. C37-C42.
  4. SPRIET, Lawrence L. Anaerobic metabolism during exercise. In : Exercise metabolism. Cham : Springer International Publishing, 2022. p. 51-70.
  5. WIBOM, Rolf, HULTMAN, Erik, JOHANSSON, Mats, et al.Adaptation of mitochondrial ATP production in human skeletal muscle to endurance training and detraining. Journal of Applied Physiology, 1992, vol. 73, no 5, p. 2004-2010.
  6. MAUGHAN, Ronald J. Creatine supplementation and exercise performance. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 1995, vol. 5, no 2, p. 94-101.
  7. HAAKE, Paul et ALLEN, Gary W. Studies on phosphorylation by phosphoroguanidinates. The mechanism of action of creatine: ATP transphosphorylase (creatine kinase). Proceedings of the National Academy of Sciences, 1971, vol. 68, no 11, p. 2691-2693.
  8. Pauly DF, Pepine CJ. D-Ribose as a supplement for cardiac energy metabolism. J Cardiovasc Pharmacol Ther. 2000 Oct;5(4):249-58. doi: 10.1054/JCPT.2000.18011. PMID: 11150394.
  9. Virmani MA, Cirulli M. The Role of l-Carnitine in Mitochondria, Prevention of Metabolic Inflexibility and Disease Initiation. Int J Mol Sci. 2022 Feb 28;23(5):2717. doi: 10.3390/ijms23052717. PMID: 35269860; PMCID: PMC8910660.
  10. Chycki J, Kurylas A, Maszczyk A, Golas A, Zajac A. Alkaline water improves exercise-induced metabolic acidosis and enhances anaerobic exercise performance in combat sport athletes. PLoS One. 2018 Nov 19;13(11):e0205708. doi: 10.1371/journal.pone.0205708. PMID: 30452459; PMCID: PMC6242303.

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