O envelhecimento poderia alterar o trânsito intestinal, a digestão e o equilíbrio da microbiota intestinal. Um estudo recente analisou estas mudanças para compreender melhor como acontecem o quais são os seus impactos no organismo.
Com a idade, o sistema digestivo pode tornar-se mais sensível e podem surgir certos transtornos do trânsito intestinal.
Entre elas, a obstipação, que afeta a maioria das pessoas idosas.
A obstipação está frequentemente associada a um abrandamento do trânsito intestinal, a uma motilidade colónica reduzida e a um consumo insuficiente de fibras alimentares ou de água (1).
Em alguns casos, pode evoluir para um fecaloma, fonte de desconforto e de possíveis complicações.
A diarreia, outro transtorno intestinal causado pelo envelhecimento, é frequentemente mais complexa de analisar. Pode aparecer em casos de polimedicação, má absorção, proliferação bacteriana (SIBO) ou disbiose.
Em pessoas frágeis, o risco de desidratação por causa da diarreia é real e pode agravar rapidamente o estado geral.
Outros sinais embora mais discretos podem também surgir com a idade: perda de apetite, emagrecimento, desconforto digestivo difuso ou sensação de mal-estar abdominal…
Estes sintomas tendem, por vezes, a complicar o diagnóstico, nomeadamente em casos de multimorbilidade.
Um estudo científico recente (2) analisou estas mudanças na digestão causadas pelo envelhecimento.
Os resultados parecem indicar que o tubo digestivo não «degenera» realmente com a idade; torna-se menos eficaz e mais vulnerável, com sintomas por vezes atípicos, em particular em pessoas em situação de fragilidade ou multimorbidade.
De acordo com o estudo “Age-related changes of the gastrointestinal tract” (em português, alterações do trato gastrointestinal relacionadas com a idade), o envelhecimento digestivo manifesta-se como várias alterações progressivas, que afetam tanto as funções como a estrutura do trato digestivo.
Por exemplo, certas secreções digestivas podem diminuir com o tempo. É nomeadamente o caso doácido gástrico (3) ou de certas enzimas.
Isto pode influenciar a digestão e favorecer, em certos casos, uma absorção deficiente de nutrientes.
O esvaziamento gástrico também pode ficar um pouco mais lento, levando a uma sensação de digestão mais pesada ou mais demorada após as refeições.
A microbiota intestinal também tende a mudar.
A quantidade de algumas bactérias consideradas benéficas diminuem, o que favorece um desequilíbrio da flora intestinal, também chamado de disbiose. Isto pode influenciar o trânsito intestinal, mas também os níveis de tolerância digestiva gerais.
Paralelamente, a mucosa intestinal - uma barreira que desempenha um papel fundamental na proteção do organismo - pode tornar-se mais vulnerável e perder eficácia.
Esta mudança pode ser acompanhada por um aumento da permeabilidade intestinal.
A acumulação destes sintomas pode comprometer o equilíbrio digestivo, especialmente em idosos já expostos a outros fatores de fragilidade ou desnutrição.
Nos idosos, o conforto digestivo raramente depende de um único fator.
Depende de um conjunto de fatores, como a alimentação, a hidratação, a atividade física, a toma de medicamentos, a qualidade da microbiota intestinal e a regularidade do trânsito intestinal.
Uma alimentação adequada, suficientemente rica em fibras solúveis e insolúveis e associada a uma boa hidratação, continua a ser uma base simples, mas essencial a respeitar.
Da mesma forma, a atividade física, mesmo moderada, também pode contribuir para apoiar a motilidade digestiva.
Algumas abordagens complementares estão a ser estudadas pelo seu potencial para apoiar o ecossistema intestinal, sem substituir um tratamento geral:
Os probióticos, por exemplo, têm sido objeto de numerosas investigações pelo seu papel no apoio ao equilíbrio da microbiota intestinal, nomeadamente em casos de disbiose ou de distúrbios do trânsito intestinal.
Descubra Probio Forte, um suplemento alimentar composto por 8 mil milhões de microrganismos por cápsula e concebido para apoiar o equilíbrio da microbiota intestinal.
Descubra Saccharomyces Boulardii, uma fórmula que contém uma levedura probiótica estudada no que toca ao conforto digestivo, nomeadamente em caso de desequilíbrio intestinal.
As fibras, em particular as solúveis, como o psyllium (4), podem ser utilizadas para facilitar o trânsito intestinal.
Descubra Psyllium Husk, uma fonte de fibras solúveis, formulada para apoiar a regularidade do trânsito intestinal.
Por seu lado, o magnésio contribui para o funcionamento normal dos músculos, incluindo aqueles envolvidos no trânsito intestinal. Na medicina natural, é frequentemente recomendado em caso de obstipação ligeira.
Descubra o suplemento alimentar Magnesium Orotate, baseado numa forma bem tolerada, adequada para uma ingestão prolongada.
As enzimas digestivas são por vezes utilizadas em caso de digestão lenta ou de desconforto após refeições.
Descubra Digestive Enzymes, uma fórmula composta pelas 15 enzimas digestivas mais eficazes para apoiar a digestão.
Por seu lado, a vitamina D contribui para o funcionamento normal do sistema imunitário e tem sido objeto de investigação devido ao seu papel no equilíbrio geral doorganismo.
Descubra Vitamin D3 1000 IU, um suplemento com a dosagem ideal para uma suplementação com vitamina D.
Frequentemente recomendada para apoiar a mucosa intestinal, a L-glutamina está a ser estudada pelo seu possível papel no metabolismo intestinal (5).
Descubra o suplemento alimentar L-Glutamine, que oferece um excelente aporte de 3 g por dia.
Por fim, os ómega-3 têm sido estudados pelos seus possíveis efeitos no equilíbrio inflamatório global.
Descubra Super Omega 3, um suplemento alimentar concentrado em EPA e DHA para um aporte específico.
Estes suplementos representam uma abordagem meramente complementar, que sempre deve ser avaliada com um médico, especialmente em caso de toma de medicação, a fim de verificar a compatibilidade entre eles. É importante ter em mente que o envelhecimento digestivo requer, acima de tudo, uma abordagem geral, adaptada ao perfil e ao nível de fragilidade de cada pessoa.
Referências
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